12 de junho de 2016

Todo mundo ama os dias dos Namorados

Será??



A geral diz que quem está solteiro não gosta dos dias dos Namorados, mas depois de um tempo você entende que não tem porque odiar um dia que celebra o amor. Quando se ama alguém, que pode ser um cachorrinho, ou os pais, ou o avôzinho, ou os irmãos, a gente entende que o que vale mesmo é aproveitar cada momento juntos.

E é uma sensação muito agradável, estar com quem se gosta, passar um tempo conversando, fazendo companhia e compartilhando tudo ou nada ao mesmo tempo. Dar valor ao outro e trocar experiências. O amor pra mim é isso, essa sensação cálida do compartilhar,

O amor transcende até mesmo ao afastamento físico. Recentemente perdi a minha avô e aí entendi melhor ainda essa sensação. Sinto falta dela, mas é como se todo o amor que ela deu a nossa família permanecesse e a gente pudesse entender o que ela nos deixou tem um valor inestimável.

Então, sendo o dia dos namorados uma data comercial (como muitos dizem) ou não: Aproveite bem! 

Ok, o dia é dos namorados e não do amor. Mas por que não celebrar o amor? E por que só hoje??

Compartilhe! Não necessariamente este texto, mas toda a sensação cálida que ele possa te lembrar de distribuir. Nem que esse sentimento for de imensidão e gratidão pelo Universo.

Feliz dia dos Namorados!

13 de setembro de 2015

Chatsworth House

Já faz um tempo que quero escrever sobre este lugar... 

Para quem já leu alguns de meus posts sabe que sou fã de Jane Austen e isso me levou a ler várias coisas sobre o assunto e estudar parte da história da Inglaterra Vitoriana (pra saber que Jane Austen é do período Regencial LOL). Enfim, desde quando assisti Orgulho e Preconceito de 2005 quis conhecer vários lugares que serviram como set de filmagem.

Um dos principais locais é Chatsworth House que representou Pemberley.



Da primeira vez que fui ao Reino Unido, visitei também a Escócia e pelo orçamento não consegui ir a Derbyshire. Mas tive a felicidade de ir novamente, o que possibilitou um dia de viagem até este local tão lindo. Isso mesmo, UM DIA só, dá para fazer a visita completa saindo de  Londres.

Quer dizer é claro que quis passar mais tempo lá hahaha

Com a decisão de ir até lá, a passagem de trem deve ser comprada, então, fomos até a estação St Pancras em Londres e compramos passagem para Chesterfield que são vendidas pela East Midlands Trains. A casa e o jardim abrem às 11 da manhã e o trem demora umas 2 horas para chegar, some ai mais uns 40 minutos de taxi até lá. Não se preocupe de chegar cedo, assim dá tempo de recuperar o fôlego que você perde ao chegar lá. Compramos a passagem de ida as 7 da manhã e voltamos no trem que saia as 19h30 de lá. O interior é mais frio que Londres, vá agasalhado e leve a boa amiga capa de chuva. Também fique de olho no calendário do site, a casa fecha em alguns intervalos durante o ano e quando é utilizada como set de filmagem.

Fiz uma consulta no site da East Midlands Trains e as passagens de ida e volta custam por volta de 40 libras e o taxista cobrou 25 libras a corrida (que dividimos por 3). Pague o taxista pois o local é realmente longe. Ir de ônibus não compensa, vai demorar, os horários são espaçados entre um ônibus e outro e o ele pára 5 kilometros longe. Deixe o fôlego pra andar bastante na casa e nos jardins. Combinamos com o mesmo motorista que nos buscasse às 6 horas da tarde, horário que o jardim encerra as atividades e como bom inglês, no horário combinado ele estava lá.

Quando chegamos na casa, compramos ingresso para a casa e os jardins, dá pra comprar separado para quem quiser. O ingresso completo foi 20 libras.

Deixamos as mochilas no porta volumes, elas não podem entrar na casa para não esbarrarmos nas coisas. A casa do Duque de Derbyshire é cheia de arte e objetos de decoração, vale o cuidado. Já na entrada o pescoço quebra e nos encontramos olhando para o teto igual a Keira Knightley. É aquele teto maravilhoso cheio de afrescos e eles se repetem nos demais cômodos da casa.

Visão do Mezanino do salão de entrada

Essa é pra provar que eu estive lá, pois não ia acreditar depois rs

O caminho é demarcado, tem um ponto que dá pra se sentir perdido mesmo, mas a localização é dada pelas janelas, você olha e já vê o lado onde está. Fica louco para conhecer os jardins ao mesmo tempo que fica doido para que a casa não acabe nunca. A casa é cheia de história, é encantadora. Serviu de abrigo a um colégio de garotas de Gales durante a guerra, foi alvo de bombardeio e quase foi perdida quando passou de um herdeiro a outro.

Dormitório das meninas

Os cômodos são lindos, o escritório masculino todo forrado de madeira decorada, tapeçarias, louças, o quarto das moças que ficou para contar a história, a capela, os quartos ligados uns aos outros, as porcelanas, as pinturas, a biblioteca.

A biblioteca


Uma mistura de música de piano no ar, até que você encontra um senhorzinho ao piano tocando para um casal de velhinhos sentados descansando do passeio. Metros e metros de lindos papéis de parede. Uma longa mesa da sala de jantar, as enormes janelas, o barulho das crianças rindo no jardim lá fora. A belíssima escultura da moça com véu que mostra no filme. Tudo maravilhoso, uma viagem a imaginação, ao resgate das pessoas que moraram ali e seus quadros.



Um dos quadros que mais me chamou atenção foi o da Duquesa Georgiana. Aquela mesma do filme a Duquesa. Ela parecia um anjo neste quadro.



E por fim, saímos no anexo, a galeria enorme de esculturas e seus enormes leões que guardam a saída da casa e termina na lojinha, obviamente. A lojinha tem uma variedade de coisas produzidas na própria propriedade que é uma fazenda. Sabonetes de leite de cabra, tecidos. cremes e livros. Há também a estátua do Mr. Darcy do filme com um bilhete escrito "Please, do not kiss".



Na saída da lojinha tem uma pequena lanchonete, e espaço para lanche. É normal na Inglaterra você levar seu próprio lanche aos lugares e comer lá sentadinho em algum canto, não se preocupe, se você tiver num jardim, ou num banco de parque pode comer tranquilamente. Recolha o seu lixo, por favor. Estava frio e estava garoando no dia que fomos (Bem-vindos a Inglaterra), o Sol apareceu em alguns momentos, mas decidimos nos abrigar no restaurante e comer uma comida quentinha. A minha irmã tomou sopa de tomate, mas eu optei pelo salmão e legumes cozidos, E estava uma delícia!

Encontramos um rapaz da cozinha que nos ouviu falando português e veio nos cumprimentar, ele não era brasileiro, mas adorava música brasileira. Todas as pessoas que encontramos trabalhando lá eram muito amistosas e felizes. Nos sentíamos em casa. Descobrimos que as pessoas depois de se aposentarem passam a trabalhar em Chatsworth como voluntários.

Até terminarmos o almoço a garoa deu trégua e fomos passear pelo jardins e por suas fontes. O lugar estava repleto de famílias e crianças. Era primavera, final de maio, todos estavam felizes pelo sol.



O que nos impressionou no tratamento das crianças é como os pais dão liberdade e os ensinam sobre as coisas. Vimos um menino peralta subir numa pedra bem alta e o pai não o reprendeu, esperou ele perceber sozinho que era alto demais para pular. Eles tratam as crianças como seres inteligentes e eu acho que isso falta um pouco em nosso país.

As fontes são maravilhosas, a chuva nos pegou no meio do jardim mas não desanimamos e nem ninguém que estava por lá. Nos perdemos no labirinto, no meio das crianças e no meio das flores. E tudo termina na fonte do Imperador, um jato de água muito alto  bem em frente a casa e seus belos cisnes.

Aninha se abrigando da chuva

Foi um dia maravilhoso, que deixou uma boa lembrança.

Espero ter ajudado alguém a chegar lá também e espero que quem quer ir vá. Economize, trabalhe duro e tudo vai dar certo.

Um beijo 

13 de abril de 2014

Tempo (tempo tempo tempo)

Esta semana eu completei 31 anos. Como disse a minha mãe, eu estava tão avessa a esta idéia que nem comemoração eu queria. (O que é raro porque eu gosto de comemorar tudo) Mas tem coisa que não dá pra lutar muito contra, nem a vontade de festejar dos seus familiares e amigos e nem o tempo.
Acho que este fator é o mais forte (e tenso) - o tempo.

Entre os preparativos da viagem de férias e o casamento da Fernanda (que vai trazer um montão de amigas na minha casa e exige um pouco de organização) me aparece um aniversário no meio rss

O fato é que a minha reflexão toda não é sobre a velhice e sim sobre o tempo. Sobre como tenho usado o tempo que me é dado, sobre se já o usei bem.

Não dá pra lutar contra o tempo e sim fluir com ele, como se cada um estivesse numa pequena balsa rio a baixo, podendo curtir a viagem ou lutar contra a correnteza. Opa, e de viagem eu quero me fazer entendida e tentar aprender e aproveitá-la ao máximo.


Faça o que gosta, aproveite o tempo!!
=)

4 de agosto de 2013

O Duque e Eu - Julia Quinn

A primeira coisa a se explicar sobre este livro é: Não espere por um história de Jane Austen.

Agora pronto, pode ler. =)

A história é bem divertida e se passa no século XIX, eu estranhei um pouco a liberdade da autora, devo confessar. Mas gostei muito do seu estilo de escrita, leve e direta. Ela escreveu um universo próprio, baseada em fatos do século e a personagem principal Daphne só quer o que toda mulher na época queria: casar. Mas ao mesmo tempo ela queria: escolher com quem. E o Duque só precisava o que todo homem solteiro daquela época: sossego das mães terroristas que queriam casar suas filhas.

Eu entendi muito sobre este livro depois que acabei de lê-lo, digamos com uma pontada de frustração pelas saídas que escritora deu aos personagens que saiam aos costumes do século XIX. Fui na internet buscar sobre outra opiniões e li um fato que explicou tudo. É um livro que era para ser vendido em bancas de jornal.

"Ahhh tá, entendi."

Mas então pensei um pouco sobre ele e percebi que de fato ele era bem escrito demais para uma banca de jornal. E talvez algumas amigas minhas ficwritters entendam muito bem o estilo dele.



O fato é que eu até recomendo pra quem quer uma leitura divertida e gosta de romances. Esperarei pelos demais da série.

Tem uma resenha muito melhor que a minha em: http://www.naniesworld.com/

=)

8 de junho de 2013

Jogos Vorazes, Suzanne Collins

Uma coisa boas das férias é o tempo que ela proporciona para colocar a leitura nos eixos normais, no meu caso, leio muito, em cada tempinho disponível. Durante as últimas férias me concentrei na trilogia de Jogos Vorazes.

Parte por indicação do meu irmão e parte porque ele me obrigou (praticamente) a ver o filme hehe. O filme é bem fiel ao livro, com excessão de alguns detalhes. Ah, e como eu gosto de detalhes e explicações tenho que sempre ler o livro hehe

A história conta sobre uma garota num cenário futurista, num mundo quase destruído. Dominados pela Capital, 12 distristos são obrigados a oferecer um casal de "crianças" (jovens de 12 a 18 anos) como tributo para participarem do evento anual, os Jogos Vorazes. Os Jogos Vorazes são eventos televisionados, como um reality show, onde o último sobrevivente é o vencedor, este ganha riqueza e glória eterna.

A narrativa é feita por Katniss, uma garota que acaba participando dos jogos. São discutidos temas como a manipulação televisiva da população, a política autoritária que manda os jovens para a morte, como acontece hoje em alguns países que enviam os jovens para a guerra. E como todo livro que envolve adolescentes, romance e aprendizado sobre as coisas da vida.


O livro é muito bom, de leitura fácil, e eu li muito rápido todos os três. O filme que foi lançado, o primeiro, é bem fiel ao livro, se eu não me engano a continuação será lançada em novembro deste ano. Mal posso esperar hehe

"Feliz Jogos Vorazes! E que a sorte esteja sempre a seu favor!"